Imagem da frase de Patrícia Galvão
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Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe!”

— Patrícia Galvão

Patrícia Galvão, mundialmente conhecida pelo apelido Pagu, foi uma das figuras mais emblemáticas do Modernismo brasileiro, atuando como escritora, jornalista, tradutora e ativista política.

A trajetória de Pagu foi marcada por uma entrega visceral às suas convicções artísticas e sociais. Primeira mulher presa no Brasil por motivações exclusivamente políticas, ela enfrentou anos de encarceramento, tortura e isolamento durante o regime do Estado Novo.

Em meio ao sofrimento físico e psicológico de suas vivências, a reflexão sobre a capacidade de sonhar ganha contornos de pura resistência existencial. Para a autora do romance Parque Industrial (1933), o verdadeiro perigo não residia em enfrentar a dor ou vivenciar pesadelos impostos pela realidade, mas sim em perder a capacidade crítica de imaginar, desejar e projetar um futuro diferente. A declaração sintetiza a recusa absoluta da poetisa ao conformismo e à apatia.