Não existe história do que teria acontecido se a história não fosse o que foi.”
A reflexão tem como matriz as formulações do psicanalista, poeta e ensaísta mineiro Hélio Pellegrino (1924–1988), intelectual de destaque na cultura brasileira do século XX.
O conceito se enraizou definitivamente no imaginário popular brasileiro após ser declamado e parafraseado pela atriz Fernanda Montenegro em entrevistas emblemáticas e interpretações marcantes, circulando também em crônicas de autores como Rubem Alves.
A citação é uma crítica direta à tentação do "e se...?" — o exercício fútil de fantasiar realidades alternativas para escolhas e fatos do passado.
A frase estabelece um limite pragmático para a existência humana e para a historiografia: o passado é uma dimensão imutável e a única realidade concreta é aquilo que efetivamente aconteceu. Hipóteses sobre caminhos não trilhados são construções da imaginação, e não fatos.
Na literatura sobre luto, escolhas e aceitação, o aforismo é utilizado para convocar o indivíduo a abandonar o remorso por possibilidades mortas e a focar a sua energia no presente e na vida real como ela se apresenta.