Mediar é o algodão entre os cristais.”
A frase não tem um autor único e individualizado na literatura acadêmica ou literária. Trata-se de um ditado conceitual amplamente difundido no meio jurídico e acadêmico por juristas, mediadores e conciliadores de conflitos para definir a natureza do trabalho de mediação.
A metáfora compara as partes em conflito a "cristais" — estruturas valiosas e delicadas que, ao colidirem diretamente sem proteção, se estilhaçam e sofrem danos irreparáveis. O mediador atua como o "algodão", uma camada de amortecimento, escuta ativa e facilitação do diálogo que impede o choque direto entre as partes.
A frase é amplamente utilizada em congressos de Direito de Família, artigos sobre métodos consensuais de resolução de disputas e portais de citação para ilustrar que a função da mediação não é impor uma sentença ou apontar culpados, mas sim preservar a integridade das pessoas e das relações enquanto se busca um acordo viável.