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A grandeza não consiste em receber honras, mas sim em merecê-las.”

— Aristóteles

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) foi um dos mais influentes filósofos da Grécia Antiga. Aluno de Platão e tutor de Alexandre, o Grande, fundou o Lício em Atenas e estabeleceu as bases de diversas áreas do conhecimento ocidental, como a lógica, a política, a biologia e a ética.

Frase original em grego clássico:

Dignitas non in honoribus sed in meritis consistit.

Conceito sintetizado do livro Ética a Nicômaco (Livro IV, 1124a).

A citação deriva dos escritos éticos de Aristóteles, em especial das reflexões sobre a virtude da magnanimidade (a "grandeza de alma") na obra Ética a Nicômaco.

Para o filósofo, a verdadeira dignidade moral não depende do reconhecimento externo, de cargos públicos, medalhas ou aplausos da multidão, elementos que muitas vezes são concedidos a pessoas sem mérito real por razões de poder ou bajulação.

A grandeza autêntica pertence ao indivíduo pelo que ele é e pelas virtudes que cultiva internamente; o mérito moral existe independentemente de o mundo o reconhecer ou não.

Na literatura filosófica, a máxima é usada para combater a vaidade e lembrar que a reputação é apenas a sombra do caráter.